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DOM PEDRO CARLOS FALA SOBRE RENUNCIA DO PAPA:

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Antes da missa da quarta-feira de cinzas (13/02/2013) na catedral de Amparo, o bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipolini, deu a seguinte entrevista a jornal de uma cidade da Diocese, a respeito da renúncia do Santo Padre o papa, entrevista que transcrevemos:
Qual sua opinião sobre a renúncia do Papa Bento XVI?
Pareceu-me um ato muito bem pensado e decidido, um gesto de humildade e coragem, feito pensando no bem da Igreja como ele mesmo ressaltou. A ele nossa gratidão e respeito.

No seu modo de entender quais as motivações do papa para esta tomada de decisões?
Penso que sua saúde debilitada pela idade influiu em primeiro lugar, a seguir a consciência apurada que ele tem das exigências do cargo, ao qual ele julga não mais corresponder e por fim, a situação difícil no interior da Igreja; mais precisamente sua dificuldade de organizar a Cúria Romana, composta de seus auxiliares mais próximos, como amplamente é noticiado nos meios de comunicação. O próprio papa dá a entender esta situação.
Quais as consequências desta renúncia para a Igreja?
Em primeiro lugar fazer refletir. Jesus Cristo é o Senhor da Igreja, é Ele a referência última que dá segurança e perenidade, e não o papa. Na força do Espírito Santo a Igreja encontra sua energia, porque Ele nos torna presente Jesus Cristo e aponta o caminho para seguí-lo. Porém é claro nos Evangelhos, que Jesus desejou e instituiu o ministério de Pedro de quem o papa é sucessor. É o ministério de presidir a Igreja na caridade para mantê-la unida. Usando a prerrogativa da renúncia prevista no Direito da Igreja para o papa, e que já é praticada para os bispos ao atingirem certa idade, o papa Bento XVI torna o papado mais humanizado. Este fato também pode favorecer um maior respeito e colaboração dos auxiliares do papa para o futuro, levando a cabo a reforma da Cúria, prevista pelo concílio Vaticano II e efetivada em parte pelos papas sucessivos. Penso que a mensagem subliminar do papa com sua renúncia é fazer perceber a necessidade da reforma da Cúria para melhor servir ao papa e à Igreja, reforma que ele não sentiu energia para realizar. A Cúria presta uma grande serviço ao papa, mas como todo organismo eclesial, aliás a própria Igreja precisa sempre de renovação: “semper reformanda” diz o documento conciliar sobre a Igreja (cf. LG n.8).

O que espera do próximo papa?
A tarefa de um papa é pesada, mas Deus dá força. Embora deva evitar o ativismo, precisará trabalhar bastante e escolher bons e fiéis colaboradores. Por isso precisará ter vigor físico e espiritual. O papa é um homem que está no limiar da luz divina, mas ao mesmo tempo, às voltas com o “mysterium iniquitatis” em grande escala. Espero que tenha as qualidades requeridas, especialmente que seja homem de fé – para promover a primazia de Deus num mundo secularizado - qualidade de governo e muita coragem. O próximo papa deverá pensar na colegialidade com muito carinho, ter uma palavra convincente em nome da Igreja, para chamar, na linha da moral cristã, à “humanização” da sexualidade humana, contribuir para a paz entre as religiões e que elas promovam a paz, e também, defender os direitos humanos como consequência implícita da fé cristológica.

A seu ver qual o legado do Papa Bento XVI?
Todos sabem que ele é um excelente teólogo. Destaco o que me chamou a atenção em seu magistério: ele recordou à Igreja o primado da caridade (sua encíclica Deus charitas est). Também recordou que a caridade deve brotar da fé: “a fé age pela caridade”, como ensina S. Paulo. O Santo Padre Bento XVI recordou-nos o primado da fé, o primado de Deus. O primeiro lugar na nossa vida não é da ação, do “ego”, das coisas, nem da natureza, mas de Deus. É neste sentido que proclamou o Ano da Fé que estamos vivendo. Ele recordou à Igreja o essencial e isto foi bom.

Que atitude recomenda para seus diocesanos?
Que possamos nos manter como os discípulos no cenáculo, junto com Maria, unânimes em oração, buscando com humildade discernir a vontade de Deus. O tesouro da Igreja é Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele é o nosso pastor, ressuscitado está no meio da Igreja pois Ele mesmo prometeu: “Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos”. Não tenhamos medo, mas confiança. Que esta certeza nos anime a continuar nossas tarefas e nossa missão de dar testemunho dele ao mundo, sendo discípulos e missionários de verdade. Vivamos a alegria da CF/2013 e nos preparemos com entusiasmo para a Jornada Mundial da Juventude que trará até o Brasil o novo papa. E rezemos pelos cardeais que irão escolher o novo papa, precisarão muito de nossas preces. E que acolhamos o novo papa com devoção e carinho.
Vídeo com entrevista de Dom Pedro Carlos na emissora Século XXI, em 11/02/2013


Fonte: Diocese de Amparo
 
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