Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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Confirmação:

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Fundamentação Bíblico-Teológica
59. Os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria
sobre o Messias (cf. Is 11,2). Toda a vida de Jesus se realiza na
força do mesmo Espírito (cf. Jo 3,34), em vista de sua missão
salvífica (cf. Lc 4,16-22; Is 61,1). A manifestação do Espírito
Santo no batismo de Jesus foi sinal de sua messianidade e
filiação divina (cf. Mt 3,13-17; Jo 1,33-34).
60.
O Senhor prometeu, várias vezes, enviar aos seus a efusão do
Espírito Santo (cf. Lc 12,12; Jo 3,5-8; 7,37-39; 16,7-15; At 1,8).
Ele cumpriu esta promessa na ressurreição (cf. Jo 20,22) e, de
modo admirável, no dia de Pentecostes (cf. At 2,1-4). Os que
acolheram a palavra e foram batizados receberam o dom do
Espírito Santo (cf. At 2,38).
61.
“Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Jesus
Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos,
o dom do Espírito Santo, que leva a graça do batismo à sua
consumação (At 8, 5-17; 19,5-6). [...] A imposição das mãos é,
com razão, reconhecida pela tradição católica como a origem
do sacramento da confirmação que perpetua, de certo modo,
na Igreja, a graça de Pentecostes” (Paulo VI, Constituição
Apostólica
Divinae Consortium Naturae
).
62.
“Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, a
Igreja acrescentou à imposição das mãos uma unção com o óleo
perfumado (crisma)” (C.I.C. n
o
1289). A Confirmação completa
a iniciação cristã, solidifica a graça batismal e é sinal de uma
participação mais intensa na missão de Jesus e na plenitude dos
dons do Espírito Santo. Pela confirmação, o Espírito Santo, pre
-
sente no coração do batizado, capacita e fortalece o cristão para
a missão de ser luz que faz resplandecer o próprio Cristo.
63.
A Confirmação imprime na alma o caráter, marca espiritual in
-
delével que aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis recebido
no batismo, e confere a missão de testemunhar publicamente a fé. “Pelo sacramento da confirmação, os batizados são vincula
-
dos mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de especial força
do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé
que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir
e defender tanto por palavras como por obras” (LG 11; cf. tb.
C.D.C. cân. 879; AA 3). Assim como o Espírito santo, derrama
-
do em Pentecostes, consolidou a vocação missionária da Igreja,
a força do mesmo Espírito, conferida na confirmação, impele o
cristão a se tornar missionário, em vista da edificação da Igreja
(cf. 1 Cor 14,12).
64.
Os fiéis têm obrigação de receber a Confirmação (cf. C.D.C.
cân. 890); sem este sacramento e a eucaristia, o batismo é,
sem dúvida, válido e eficaz, mas a iniciação cristã perma
-
nece inacabada. Que os presbíteros possam conscientizar os
fiéis do valor deste sacramento e inclusive de sua necessidade
para receber o sacramento da Ordem e do Matrimônio (cf.
C.D.C. cân. 1065 e 1050,§ 3
o
).
65.
“A Confirmação está de tal modo ligada à sagrada eucaris
-
tia que os fiéis, já marcados com o sinal do Batismo e da
Confirmação, são inseridos plenamente no corpo de Cristo
pela participação na Eucaristia” (DNC 9). O crismado é decla
-
rado plenamente iniciado e adulto na fé, pronto para a missão
e o apostolado na Igreja e no mundo.
Orientações Pastorais
I. QUEM PODE RECEBER A CONFIRMAÇÃO
66.
Todo batizado ainda não crismado pode receber o sacramento
da Confirmação (cf. C.D.C. cân. 889,§1), que é o sacramento
da maturidade cristã.
67.
Exceto em perigo de morte, para que a pessoa possa rece
-
ber licitamente a Confirmação, havendo o uso da razão, é
necessário estar convenientemente preparada, devidamente
disposta e em condições de renovar as promessas do batismo
(cf. C.D.C. cân. 889,§2).
68.
Como regra geral, na Diocese de Amparo, a idade mínima
para receber o sacramento da Confirmação é de 15 anos com
-
pletos, como indica a CNBB; o candidato deve estar devida
-
mente preparado, conforme as orientações diocesanas, consi
-
derando sempre a maturidade adquirida e testemunhada em
sua vida pessoal, familiar e social, bem como na vivência sa
-
cramental, espiritual e fraterna na comunidade eclesial. Uma
preparação esmerada se torna especialmente relevante, con
-
siderando que, nessa idade, o iniciado irá defrontar-se com
vários questionamentos levantados pelos meios estudantis.
69.
Um candidato à Confirmação deve professar a fé, estar em
estado de graça, ter a intenção de receber este sacramento
e estar preparado para ser discípulo e testemunha de Cristo
na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (cf. C.I.C.
1319).
70.
O confirmando já batizado deve confessar-se individual
-
mente antes de receber a confirmação. Aconselha-se aos
pais e padrinhos participarem igualmente do sacramento da
Reconciliação, para que possam vivenciar plenamente os fru
-
tos deste sacramento.
II. O MINISTRO DA CONFIRMAÇÃO
71.
O ministro ordinário da Confirmação é o bispo diocesano (cf.
C.D.C. cân. 882, LG 26 e Rito da Confirmação). A administração
pelo bispo assinala que este sacramento une os que o recebem
mais intimamente à Igreja, às suas origens apostólicas e à sua
missão de testemunhar Jesus Cristo. Expressa ainda a inserção
a título pleno do crismando na Igreja Particular da qual o Bispo
é o Pastor.
72.
Somente por motivo justo, o bispo diocesano pode conceder
a presbíteros a faculdade de administrar a Confirmação (cf.
C.D.C. cân. 884, §2). Se necessário, o bispo também pode dar
a um ou mais presbíteros presentes na celebração a função de
auxiliá-lo na unção dos confirmandos, quando o número for
muito grande.
73. Em perigo de morte, todo presbítero pode dar a Confirmação
a um cristão (cf. C.D.C. cân. 883, §3).
III. O PADRINHO (MADRINHA)
74.
Que o padrinho (ou madrinha) seja católico, já tenha recebido os
sacramentos da iniciação cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) e
oriente sua vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir
(cf. C.D.C. cân. 874, §1, 3
o
).
Não seja pai ou mãe do crismando (cf. C.D.C. cân. 893 e 874,
§1, 5
o
).
É aconselhável que seja o mesmo do Batismo, para manifes
-
tar a estreita ligação deste sacramento com a Confirmação (cf.
C.D.C. cân. 893, §2).
Tenha dezesseis anos completos. (cf. C.D.C. cân 874, §1,2
o
).
75.
Por motivos pastorais, é desaconselhável escolher como pa
-
drinhos o(a) esposo(a), namorado(a) ou noivo(a), pois a re
-
lação entre padrinho e afilhado exige orientação, cobrança e
uma certa ascendência, o que fica dificultado nesses casos.
IV. PREPARAÇÃO DOS CANDIDATOS À CONFIRMAÇÃO
76.
Para que seja mantida a unidade entre os sacramentos de ini
-
ciação, e considerando que hoje, mais do que nunca, cabe
à Igreja uma função educadora supletiva diante da omissão
dos pais e da sociedade, é importante evitar que a catequese
crismal seja demasiadamente fragmentada e relacionada ex
-
clusivamente à recepção do sacramento. Assim, após receber
a primeira eucaristia, o pré-adolescente e o adolescente deve
-
rão participar de encontros de perseverança e de atividades
paroquiais específicas para a sua idade, de forma a dar conti
-
nuidade ao seu processo permanente de formação na fé.
77.
Compete ao pároco, aos catequistas e ao Conselho de Pastoral
Paroquial criar espaços de acolhimento aos adolescentes, mo
-
tivar a participação em grupos de partilha da Palavra e con
-
vivência, oferecer formação por meio de atividades próprias
para essa faixa etária.
78.
Que seja oferecida e incentivada a participação na catequese de
perseverança (ou em algum outro tipo de formação para ado
-
lescentes) após a primeira Eucaristia, durante um ano e meio
ou até o início da preparação específica para o sacramento da
Crisma; esta preparação específica para a Crisma também terá a duração de um ano e meio, e o sacramento somente poderá ser
ministrado a partir dos 15 anos completos, como indica a CNBB.
79.
A preparação para o sacramento da Confirmação deve con
-
templar o estudo da vocação humana e cristã, um conhe
-
cimento mais profundo de Jesus Cristo, da Igreja e de sua
missão, dos sacramentos – sobretudo do Batismo e da Crisma
– e uma compreensão aprofundada do Espírito santo, de seus
dons e de sua aplicação prática, ou seja, o papel do cristão
crismado na comunidade.
80.
A formação será acompanhada de formas concretas de ação
apostólica. O pároco, os coordenadores e lideranças da co
-
munidade não tenham receio de atribuir tarefas aos jovens,
pois, desse modo, eles aprenderão a conhecer a comunidade
e a sensibilizar-se para seus problemas e seus valores, bem
como serão levados a descobrir os próprios dons e o próprio
chamado para ocupar seu lugar na caminhada comum.
81.
Quanto ao conteúdo e aos métodos de preparação, a Diocese
de Amparo, à luz destas orientações, escolherá o melhor iti
-
nerário para a formação permanente, tendo em vista os obje
-
tivos mencionados. Estimule-se o conhecimento bíblico. Que
a formação se empenhe em despertar o senso de pertença à
Igreja, pois não há fé sem Igreja. Que a preparação para a
Crisma ajude os crismandos a se integrarem na comunidade,
incentivando-se, entre outras atividades, o entrosamento nas
diversas pastorais da Igreja.
82.
Haja uma equipe responsável pela preparação, constituída de
jovens já crismados, de catequistas adultos, de casais e do
padre, devendo de preferência este ser, se possível, o coorde
-
nador da equipe. Cada comunidade deve organizar sua equi
-
pe de catequistas do sacramento da Confirmação, a qual, de
-
vidamente preparada, programará os encontros necessários.
83.
A preparação para a Crisma de jovens ou adultos ainda não
batizados deve preparar também para os demais sacramentos
de iniciação (no mínimo um ano). No caso dos adultos, os
três sacramentos da iniciação cristã devem preferencialmente
ser recebidos na mesma ocasião (ver diretório do Batismo,
nº 31), e, se possível, na Vigília Pascal.
84.
Que o pároco, bem como a coordenação diocesana de cate
-
quese, contemple em suas ações pastorais um planejamento
permanente de formação para todos os catequistas e anima
-
dores, renovando-os continuamente por meio de formação
bíblico-teológica, mas também metodológica e pedagógica,
para que possam com tranquilidade gerir os questionamen
-
tos advindos dos encontros, oferecendo respostas seguras aos
crismandos. Tal processo pode ocorrer por meio de escolas
de animação bíblico-catequética em nível regional, diocesa
-
no e paroquial. Remetemos aqui ao 1
o
Plano Diocesano de
Pastoral, na prioridade Formação.
85.
Sejam oferecidos aos pais e padrinhos, não apenas a opor
-
tunidade de acompanhar a formação dos crismandos, mas
também encontros e palestras sobre temas bíblicos, morais,
doutrinais e litúrgicos.
86.
Que os crismandos sejam devidamente preparados com o sa
-
cramento da Penitência. Se possível, que possam participar
de um retiro espiritual antes da Crisma.
87.
Recomenda-se que o sacramento da Confirmação seja cele
-
brado na igreja e dentro da missa, para marcar a ligação es
-
sencial entre os três sacramentos de iniciação (ver n
o
65);
mas, por causa justa e razoável, pode ser celebrado fora da
missa e em outro lugar digno (cf. C.D.C. cân. 881).
88.
Sejam observados, na celebração da Confirmação, o rito pró
-
prio e as normas do tempo litúrgico. Para uma melhor percep
-
ção do sentido da Confirmação como inserção na vitória pas
-
cal de Cristo e sinal sensível da missão a ser assumida pelo
crismado, sugerimos que ela ocorra dentro do Ciclo Litúrgico
da Páscoa. O roteiro da celebração seja submetido à aprecia
-
ção e aprovação do pároco.
89.
Na unção dos confirmandos, só pode ser utilizado o Óleo do Cris
-
ma consagrado pelo bispo na quinta-feira santa, e nenhum outro.
V. CELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CRISMA
90.
A celebração da Crisma seja feita quando possível na paróquia, na igreja matriz ou comunidade à qual o confirmado está ligado por vínculo de participação. Para que a celebração
seja feita com solenidade, recomenda-se a reunião das comu
-
nidades próximas, em lugar apropriado, mormente quando o
número de crismandos for pequeno.
91.
O tempo litúrgico propício para a celebração da Crisma é o
tempo pascal. Também o tempo comum é oportuno, mas de
-
vem-se evitar os tempos da quaresma e do advento. Quando
a celebração da Crisma for realizada em tempos fortes do
ano litúrgico, seja respeitada a liturgia do dia com sua cor li
-
túrgica própria. Em outras ocasiões, especialmente no tempo
comum, pode-se rezar a missa da Crisma ou do Espírito Santo
com a cor litúrgica vermelha, exceto nos domingos.
92.
A celebração deve seguir o ritual com todas as suas partes: a)
apresentação dos crismandos antes da homilia; b) renovação
das promessas batismais; c) invocação do Espírito Santo atra
-
vés da oração e imposição das mãos; d) unção crismal, sendo
que durante a mesma não se deve cantar ou executar qual
-
quer fundo musical, para que a comunidade ouça o nome dos
crismandos e as palavras da unção.
93.
Para maior facilidade e para favorecer a participação da co
-
munidade na celebração, seria conveniente o número máxi
-
mo de 50 crismandos a cada celebração. Quando este número
for ultrapassado, a renovação das promessas batismais seja
feita em outro momento (em uma missa ou vigília da comu
-
nidade), antes da celebração da Crisma, sendo necessária a
presença do pároco ou administrador paroquial.
94.
No momento da unção, os padrinhos apresentam o afilhado,
colocando a mão direita sobre o ombro direito do afilhado
e dizendo seu nome. Para facilitar ao bispo, que cada cris
-
mando traga colado à blusa um adesivo com seu nome (não
precisa sobrenome). Pede-se que durante a preparação os
crismandos sejam devidamente instruídos sobre o significado
dos símbolos e dos ritos do sacramento que estão recebendo.
95.
A respeito das orientações em relação a músicas, trajes, fotos
e filmagens, que tudo seja feito de maneira simples, digna e
decente, dentro do espírito litúrgico.
VI. REGISTRO E TAXA DE EMOLUMENTOS
96.
Os nomes do ministro, dos crismandos, dos pais e dos pa
-
drinhos, bem como o dia e o local em que o sacramento foi
realizado sejam registrados em livro próprio na paróquia ou
cúria diocesana (cf. C.D.C. cân. 895). O pároco deve ainda
informar da Confirmação o pároco do lugar do batismo, a fim
de que este faça o registro no livro dos batizados (cf. C.D.C.
cân 535 § 2).
97.
Conforme as determinações da Província Eclesiástica de
Campinas, os emolumentos da Crisma serão destinados às
obras das vocações sacerdotais. Devem ser entregues na
Tesouraria da Cúria Diocesana. Seja entregue a cada crisman
-
do um certificado referente à celebração da Crisma e, onde
desejarem, também uma lembrança referente à mesma cele
-
bração. Recorde-se aos crismandos que, para a celebração do
Matrimônio, será conveniente apresentar esse certificado ou
lembrança.
98.
Quanto aos catequistas, sobre sua missão e formação, confira
neste diretório os números 153 a 164.
 
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