Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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Penitência ou Reconciliação:

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Fundamentação Bíblico-Teológica

167. Em todas as culturas e religiões de todos os tempos encon-tramos um fenômeno comum: as pessoas sentem-se culpa-das, sofrem por isso e buscam purificação (isso não é algo
somente espiritual, mas também psicológico). Assim, po-demos afirmar que a prática da reconciliação na Igreja é
uma resposta a esse anseio natural de todo ser humano. O
homem é um ser frágil e limitado, mas sempre pode reconci-liar-se com Deus, e essa reconciliação ocorre na comunidade
de salvação (a Igreja), como afirma o Concílio Vaticano II.
168. Nos primeiros séculos do cristianismo o enfoque central era
a primeira conversão a Cristo, marcada pelo Sacramento do
Batismo com seu contexto renovador, que inclui a remissão
dos pecados. A Igreja vivia a penitência em sua práxis, mas não
fazia dela um tema isolado e específico. Ao longo da História
da Igreja, contudo, a experiência pastoral mostrou a necessi-dade de uma evolução em relação a esse aspecto, ampliando
o acesso dos fiéis ao perdão sacramental. De acordo com o
Concílio Vaticano II, “aqueles que se aproximam do sacramen-to da Penitência, obtêm da misericórdia de Deus o perdão da
ofensa a Ele feita, e, ao mesmo tempo, reconciliam-se com a
Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela cari-dade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão” (LG 11).
169. Cristo apresentou-se com o poder divino de perdoar os peca-dos (cf. Mt 9,1-8). Encontrando Mateus à mesa do imposto,
o Senhor o chamou para ser apóstolo (cf. Mt 9,9), de modo
que, neste como em outros episódios, vemos que Cristo re-vela a misericórdia do Pai.
170. Dois textos evangélicos tratam de modo claro do poder dado
aos apóstolos de perdoar os pecados: Mt 18,18 e Jo 20,19.
João afirma que, na tarde da Páscoa, Jesus sopra sobre seus apóstolos, conferindo-lhes o Espírito Santo, e este traz uma
força interior para comunicar o perdão e a paz.
171. Deus, em Cristo, através da Igreja, concedeu aos homens,
seus ministros, o poder de perdoar os pecados sobre a terra.
Este perdão é um ato divino que muda interiormente o pe-cador. As palavras “ligar e desligar”, não significam perdoar
ou não perdoar, mas indicam que o ministro ordenado age
em nome de Cristo e como seu intermediário na dispensa-ção da graça divina, por especial mandato do próprio Cristo.
Trata-se do chamado “poder das chaves” que Cristo conce-deu a Pedro e aos demais apóstolos (cf. Mt 16, 13).
172. O cristão é limitado e pecador. A Igreja recebeu de Deus
o poder de perdoar os pecados e o faz através de seus mi-nistros ordenados. Na história da Igreja sempre existiu o
Sacramento da Reconciliação, bem como a necessidade de
conversão e reparação do mal praticado. Na reconciliação:
a) Deus Pai recebe o filho arrependido que retorna;
b) Deus Filho toma sobre seus ombros a ovelha perdida e a
reconduz ao rebanho;
c) Deus Espírito Santo santifica novamente o templo de
Deus que é o ser humano e volta a habitar nele.
173. A realidade profunda do sacramento é expressa através de
sinais e, em sua essência, se compõe, da parte do penitente,
de uma atitude cultual de arrependimento (conversão), que
se expressa no ato de confessar os pecados diante de Deus.
Da parte da Igreja, representada pelo ministro da penitência,
manifesta a misericórdia de Deus Pai, acolhendo o peniten-te, ouvindo-o, confortando-o com a Palavra de Deus e dando
o perdão que vem do Pai, por Cristo, no Espírito Santo.

Orientações Pastorais

I. DISPOSIÇÕES GERAIS
174. O Sacramento da Penitência é meio de salvação e de santi-ficação instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo. Torne-se a prática do Sacramento da Penitência o mais prontamente
disponível e útil possível. Não se reduza a celebração indi-vidual simplesmente à absolvição sacramental dos pecados,
mas, a partir dos apelos da Palavra de Deus e da vida, seja
uma oportunidade de ajuda à conversão e de formação da
consciência, bem como de crescimento espiritual.
175. O Rito da Penitência propõe três formas diversas de celebra-ção: a reconciliação individual dos penitentes; a reconcilia-ção de vários penitentes com confissão e absolvição indivi-dual, e a reconciliação de vários penitentes com confissão e
absolvição coletiva (em circunstâncias especiais).
176. A confissão e absolvição individual continuam a ser o único
modo ordinário e a norma para administrar o sacramento
aos que se encontram em estado de pecado mortal (cf. CDC
Cân. 960; Reconciliação e Penitência, João Paulo II, 1984,
n
o
17, e C.I.C. n
o
1484).
177. Não se enfatize unicamente a obrigação de confessar os pe-cados mortais, tanto para evitar uma constrangedora asso-ciação entre a confissão individual e o pecado mortal, como
também porque a caminhada de conversão supõe a rejeição
a todo pecado, e a confissão é momento privilegiado para
orientação e revisão de vida. A Igreja não cessa de recordar
a singular riqueza do momento sacramental também quan-to a pecados veniais. A Confissão frequente, mesmo sem
pecado grave, continua conservando sua importância (João
Paulo II, Reconciliação e Penitência, n
o
345).
178. A Pastoral Litúrgica poderá ajudar muito a formar o povo no
verdadeiro espírito da penitência evangélica, auxiliando a
preparação comunitária para o atendimento das confissões.
179. É necessário que os fiéis sejam despertados para a percepção
do próprio comprometimento com as situações de pecado,
tanto em nível pessoal quanto social (cf. João Paulo II, Dives
in misericórdia n
o
s 10-11). Isto exige uma catequese que deve
levar à formação da consciência frente ao projeto de Deus e à
realidade em que se vive. Uma catequese que ajude a pessoa
a fazer uma análise crítica do seu comportamento, bem como
das estruturas de que participa, visando à transformação pessoal e social segundo os valores do Evangelho.
II. OS SACERDOTES E O ATENDIMENTO DAS CONFISSÕES
180. É dever dos sacerdotes e direito dos batizados, respectivamen-te, oferecer e se aproximar do sacramento da Penitência na sua
forma normal, aquela da confissão individual auricular.
181. Em cada paróquia deve haver semanalmente dias e horários
estabelecidos para o atendimento de confissões. Devem-se
procurar horários que facilitem aos fiéis o acesso ao sacra-mento, levando em consideração as possibilidades dos sa-cerdotes. Para facilitar a possibilidade da confissão individu-al, os sacerdotes fixem claramente horários em que perma-neçam à disposição dos fiéis.
182. “De modo particular, recomenda-se: a presença visível dos
confessores nos lugares de culto durante os horários previs-tos, e a acomodação destes horários à situação real dos peni-tentes” (cf. Congregração para o Culto divino e a Disciplina
dos sacramentos, Responsa ad dubia proposita: «Notitiae»,
37 (2001), 259-260).
183. Além disso, os sacerdotes devem mostrar-se sempre dispos-tos a administrar o Sacramento da Penitência todas as vezes
que os fiéis o peçam razoavelmente (cf. Presbyterorum or-dinis, n.13). “A falta de disponibilidade para acolher as ove-lhas feridas, mais, para ir ao seu encontro e reconduzi-las
ao aprisco, seria um doloroso sinal de carência de sentido
pastoral em quem, pela Ordenação sacerdotal, deve repro-duzir em si mesmo a imagem do Bom Pastor” (João Paulo
II, Misericórdia Dei).
184. De modo especial deve-se cuidar que tenham acesso ao sa-cramento da Misericórdia os que se preparam para a Primeira
Eucaristia (inclusive crianças) ou para a Confirmação; os
noivos que se preparam para o Matrimônio e os enfermos,
antes de receberem a Sagrada Unção.
III. PREPARAÇÃO PARA O SACRAMENTO
185. Para possibilitar uma participação frutuosa no sacramento da
Reconciliação, convém instruir os fiéis acerca: da natureza des-te sacramento; da necessidade da acusação de todos os pecados graves cometidos após o batismo e ainda não confessados de
que a pessoa se lembrar após fazer o exame de consciência (o
que implica na necessidade de formar adequadamente os fiéis
para que sejam capazes de discernir a gravidade de seus peca-dos); da conveniência de acusar também os pecados veniais
(cf. C.D.C. 988, § 2; João Paulo II, Reconciliatio et paenitentia);
da importância de se ter uma verdadeira contrição e o propósi-to de emenda; da necessidade de recebê-lo ao menos uma vez
ao ano (cf. C.D.C. cân. 989); dos frutos de paz e de conversão
que nascem do perdão de Deus.
186. É muito conveniente o uso de folhetos com orientações
para um bom exame de consciência. Recomenda-se que o
penitente se prepare para a confissão meditando um trecho
apropriado da Sagrada Escritura. No início das confissões,
quer sejam individuais ou comunitárias, faça-se referência
à Palavra de Deus (cf. Bento XVI in Verbum Domini n. 61).
187. É necessário instruir os fiéis de que não devem aproximar-se
da comunhão com consciência de pecado grave, sem an-tes buscar o perdão de Deus no Sacramento da Confissão
(cf. C.D.C. can. 916; João Paulo II, Carta Encíclica Ecclesia
de Eucharistia, n
o
36).
IV. CONFISSÃO COMUNITÁRIA
188. Para melhor atendimento dos fiéis, é conveniente que se man-tenha, no tempo da Quaresma e em outros momentos que se
julgar oportunos, os “mutirões” de confissão (impropriamen-te assim chamados), em que os sacerdotes de uma forania
ou de paróquias vizinhas se reúnem para a administração do
sacramento. O nome mais apropriado para essa entreajuda
no atendimento das confissões é a denominação que lhe dá o
ritual das confissões: “Celebração Comunitária da Penitência
com Absolvição Individual”. Portanto, os sacerdotes de uma
mesma cidade ou forania se organizem, para que possam
atender as confissões, em equipe, nas ocasiões em que o flu-xo de fiéis a este Sacramento se torna maior.
189. Nessas ocasiões da Celebração Comunitária da Penitência
com absolvição individual, conforme propõe o Rito da Penitência (e conforme assumido pelo nosso Presbitério),
que o momento da confissão individual seja sempre prece-dido de uma Celebração da Palavra de Deus (cf. Bento XVI
in Verbum Domini n
o
61).
190. O Motu próprio Misericordia Dei realça o caráter pessoal do
Sacramento da Penitência: assim como a culpa, também o
perdão dos pecados continua sendo algo totalmente pesso-al, apesar de todos os nossos vínculos com a comunidade
humana. A absolvição coletiva é uma forma extraordinária e
possível só em casos bem determinados de necessidade; ela
pressupõe ainda, precisamente a partir da essência do sacra-mento, a vontade de prover à confissão pessoal dos pecados,
logo que isso for possível. (cf. João Paulo II, Misericordia
Dei no
s 4,5 e 6).
191. A absolvição simultânea de vários penitentes sem prévia con-fissão individual, prevista no cân. 961 do Código de Direito
Canônico, permanece como meio extraordinário de reconci-liação, “reveste-se de caráter excepcional” e “não pode dar-se
de modo geral, a não ser que seja iminente o perigo de morte,
e não haja tempo para um ou mais sacerdotes poderem ouvir
a confissão de cada um dos penitentes; ou haja grave ne-cessidade, isto é, quando, dado o número de penitentes, não
houver sacerdotes suficientes para, dentro de tempo razoá-vel, ouvirem devidamente as confissões de cada um, de tal
modo que os penitentes, sem culpa própria, fossem obrigados
a permanecer durante muito tempo privados da graça sacra-mental e da sagrada comunhão (cerca de um mês, confor-me a Legislação Complementar do C.D.C. da CNBB, cân. 961
n
o
6). Seria o caso, por exemplo, de terras de missão isoladas
e de difícil acesso, onde o sacerdote só vai esporadicamente,
o que não se aplica à diocese de Amparo.
192. Aqueles a quem são perdoados pecados graves mediante
absolvição coletiva procurem, o quanto antes, a confissão
individual (cf. C.D.C. cân. 963), ocasião em que o confessor
poderá proporcionar uma relação de ajuda pessoal e acon-selhamento pastoral. O que não significa que o perdão dado
na absolvição coletiva seja considerado um perdão condicio-nal: o pecado, uma vez perdoado, não revive.
193. Havendo necessidade grave de conceder a absolvição coleti-va na Diocese, o sacerdote deverá recorrer ao bispo, previa-mente se possível, ou informá-lo depois da necessidade que
se apresentou.
V. OS FIÉIS QUE NÃO TÊM CONDIÇÕES DE RECEBER O
SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO
194. “Não podem receber validamente a absolvição os penitentes
que vivam em estado habitual de pecado grave e não quei-ram mudar a própria situação” (Misericordia Dei n
o
7).
195. Os fiéis que se encontram em segunda união devem ser aco-lhidos, ouvidos e orientados com misericórdia, mas não se
pode ministrar-lhes a absolvição sacramental, e por isso fi-cam impedidos de comungar (cf. C.D.C. cân. 915). Devem,
contudo, ser animados a participar da Santa Missa, sendo--lhes ensinado que, ao tomar parte no Sacrifício do Altar,
mesmo sem comungar, podem conseguir muitas graças. É
bom ensinar-lhes ainda o valor da comunhão espiritual.
VI. O LUGAR APROPRIADO PARA A CONFISSÃO
196. Que haja um local apropriado para se ouvirem as confis-sões, facilitando o diálogo pastoral e o aspecto celebrativo do
Sacramento. Que esse local seja discreto, de fácil acesso e que
tenha uma clara indicação. Que todos sejam acolhidos com
caridade e fraternidade. «O lugar próprio para ouvir as confis-sões sacramentais é a igreja ou o oratório» (cf. C.D.C. cân. 964,
§ 1). Razões de ordem pastoral podem, entretanto, justificar
as celebrações do sacramento em outros lugares (ibid., § 3).
VII. A ATITUDE DO SACERDOTE
197. Convém lembrar que “o sacerdote confessor não deve nun-ca manifestar admiração, qualquer que seja a gravidade, a
imprevisibilidade, por assim dizer, dos pecados acusados
pelo penitente; nunca deve pronunciar palavras que soem
como condenação à pessoa em vez de ao pecado, nunca
deve inculcar terror em vez de temor, nunca deve indagar
sobre aspectos da vida do penitente cujo conhecimento não seja necessário para avaliação dos seus atos, nunca deve
usar termos que lesem, até mesmo pouco, a delicadeza do
sentimento, ainda que, propriamente falando, não violem a
justiça e a caridade; nunca deve mostrar-se impaciente ou
cioso do seu tempo, mortificando o penitente com o convite
a apressar-se (salvo, como é claro, a hipótese em que a acu-sação é feita com uma inútil verbosidade). Quanto à atitude
exterior, o confessor mostre um rosto sereno e evite gestos
que possam significar espanto, reprovação, ironia” (Id., in:
L´Osservatore Romano, 31.1.1981). Cabe recordar que ne-nhum sacerdote pode dizer ao fiel, antes da confissão, que
o mesmo “não precisa confessar-se por não ter pecado”. O
próprio Jesus disse: “quem não tem pecado atire a primeira
pedra” (Jo 8,7).
VIII. CELEBRAÇÕES PENITENCIAIS DA PALAVRA
198. Além da Celebração Sacramental da Penitência, de caráter
permanente na vida da Igreja, poderá ser realizada, em oca-siões oportunas, a “Celebração Penitencial da Palavra”, que
pode favorecer, pedagogicamente, a disposição dos fiéis para
buscar o perdão e suas mediações, não apenas no sacra-mento, mas também na oração da Igreja e na renovação da
vivência da caridade e da fraternidade (cf. Doc. 6, CNBB).
199. As Celebrações Penitenciais da Palavra, sem caráter sacra-mental, podem ser presididas por ministros leigos, adequa-damente preparados. Deve-se cuidar para que os fiéis não
confundam estas celebrações com a Celebração Sacramental
da Penitência.
 
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