Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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Unção dos Enfermos:

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Fundamentação Bíblico-Teológica

200. Entre os problemas que afligem a existência dos homens estão
as dores e enfermidades. A Igreja, esposa de Cristo, continua
sua missão de visitar e cuidar dos enfermos, levando através
da Unção a presença de Jesus que enviou os discípulos tam-bém para “curar os doentes” (Mc 16,18); “Jesus chamou os
doze discípulos e começou a enviá-los... e eles expulsavam
muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com
óleo” (Mc 6,7.13) Assim, esse sacramento é destinado a re-confortar e oferecer ao doente o alívio e a salvação.
201. O projeto de Deus para o ser humano é um projeto de vida
plena. A doença não é castigo enviado por Deus. Ela deve ser
compreendida como consequência da limitação e fragilidade
humanas. É um momento na vida do cristão que propicia o
reconhecimento da necessidade que temos de Deus e também
dos irmãos, assim como é uma ocasião de encontro mais pro-fundo consigo mesmo e com os valores fundamentais da vida.
202. A unção dos enfermos foi instituída por nosso Senhor Jesus
Cristo (cf. Mc 6,13) e recomendada aos fiéis por São Tiago:
“Algum de vós está enfermo? Chame os presbíteros da Igreja,
para que orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do
Senhor. A oração da fé salvará o doente, o Senhor o aliviará;
se tiver pecado, receberá o perdão” (Tg 5,14-15).
203. A graça desse sacramento é conferida na oração da fé, na
imposição das mãos pelos presbíteros e na unção com óleo
santificado pela bênção de Deus. Essa graça não é apenas
para aqueles que se encontram às portas da morte, mas tam-bém para os que começam a correr risco de morte pela do-ença ou velhice (cf. Sacrosanctum Concilium, n
o
73).
204. Ao cuidar dos doentes, a Igreja não apenas imita o Cristo
em sua solicitude para aliviar os sofrimentos dos homens,
iluminando-os com a luz da fé e confortando-os com a graça dos sacramentos, mas serve ao próprio Cristo na pessoa dos
doentes e realiza o seu ensinamento de visitar e cuidar dos
enfermos (cf. Mc 25, 36). Este sacramento deve contribuir
para que o enfermo compreenda que o amor de Deus é in-finito; e, se não for possível vencer a doença, que todo cris-tão, a partir da fé, seja capaz de vencer a morte com a força
de Cristo ressuscitado.
205. A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem
como efeito: a) a união do doente com a paixão de Cristo,
para seu bem e o de toda a Igreja; b) a paz e a coragem para
suportar cristãmente os sofrimentos da doença e da velhice;
c) o perdão dos pecados, se o doente não puder obtê-lo pelo
sacramento da Penitência; d) o restabelecimento da saúde se
for vontade de Deus; e) a preparação para a passagem para
a vida eterna (cf. C.I.C. n
o
1532).
Orientações Pastorais
I. ORIENTAÇÕES GERAIS
206. Conforme o Ritual da Unção dos Enfermos, convém que
esse sacramento seja conferido ao enfermo em uma celebra-ção, tendo em vista as condições do doente para a escolha
das orações e da leitura da Palavra de Deus.
207. A Unção dos Enfermos não pode ser administrada por um
cristão leigo, religioso ou por diáconos (cf. C.D.C. cân. 1003).
A eles compete a única tarefa de preparar esses enfermos para
receber o Sacramento, que só pode ser conferido pelos Bispos
e Sacerdotes (cf. Tg 5,14). Grande valor pastoral terá a pre-sença de diáconos e ministros leigos da Pastoral da Saúde na
administração da sagrada comunhão e visita diária ou sema-nal aos enfermos nos hospitais, asilos, casas de repouso, etc.,
preparando os doentes para receberem a unção.
208. Confere-se esse sacramento ungindo os doentes, na fronte e
nas mãos, com óleo de oliveira que tenha recebido a devi-da bênção, e proferindo-se as seguintes palavras: POR ESTA
SANTA UNÇÃO E PELA SUA INFINITA MISERICÓRDIA, O SENHOR VENHA EM TEU AUXÍLIO COM A GRAÇA
DO ESPÍRITO SANTO; PARA QUE, LIBERTO DOS TEUS
PECADOS, ELE TE SALVE E, NA SUA BONDADE, ALIVIE
TEUS SOFRIMENTOS.
209. Contudo, em caso de necessidade, basta uma unção sobre a
fronte ou, segundo a situação do enfermo, na parte do corpo
mais adequada, proferindo-se integralmente a fórmula acima.
210. Pode-se realizar nas paróquias a celebração comunitária da
unção dos enfermos, ao mesmo tempo para diversos doen-tes adequadamente preparados e devidamente dispostos (cf.
C.D.C. Cân. 1002), contando com a participação ativa de
toda a comunidade. Estar atento para que, nestas celebra-ções, não aconteça de ungir, por mera devoção, pessoas que
não se encontram seriamente enfermas ou em risco de vida.
Além disso, nas missas com realização desse sacramento,
evite-se explorar manifestações meramente devocionais (por
ex. missas de cura e libertação). Não se admita diagnosticar
enfermidades por atos religiosos e muito menos usar varia-dos tipos de óleo em substituição ao Óleo dos Enfermos.
211. Nas paróquias, o pároco deve esforçar-se para conhecer os
fiéis entregues aos seus cuidados. Visite as famílias, partici-pando das preocupações dos fiéis, principalmente de suas
angústias e dores, confortando-os no Senhor. Ajude com
caridade os pobres, os doentes, sobretudo os moribundos,
confortando-os solicitamente com os sacramentos e reco-mendando suas almas a Deus (cf. C.D.C. cân. 529 § 1).
212. O óleo a ser utilizado para a sagrada Unção será sempre
aquele abençoado pelo bispo na missa dos Santos Óleos da
Quinta-feira Santa, ou segundo prescreva a norma da Igreja
para os casos de necessidade (cf. Ritual da Unção dos enfer-mos e sua Assistência Pastoral, no
20-21).
II. QUEM DEVE RECEBER A UNÇÃO DOS ENFERMOS
213. Sobre quem deve receber o sacramento, as orientações da
Igreja são:
a) Esta sagrada Unção deve ser conferida com todo empe-nho e cuidado aos fiéis que adoecem gravemente por
enfermidade ou velhice.
b) Este sacramento pode ser repetido se o doente conva-lescer após ter recebido a Unção e voltar a adoecer, ou
também se, perdurando a mesma doença, vier a encon-trar-se em situação mais grave.
c) Antes de uma operação cirúrgica pode ser dada a sagra-da Unção dos Enfermos, sempre que uma doença grave
seja a causa da intervenção.
d) Pode-se conferir a sagrada Unção às pessoas de idade,
cujas forças se encontrem sensivelmente debilitadas,
mesmo que não se trate de graves enfermidades.
e) Também às crianças enfermas a sagrada Unção seja confe-rida, desde que tenham atingido tal uso da razão que pos-sam encontrar conforto no sacramento. Havendo dúvida
quanto ao uso da razão, seja administrado o sacramento.
f) Na catequese comum ou familiar, os fiéis sejam instruí-dos a pedir eles próprios a Unção, de modo que possam,
sendo-lhes dada sem demora e em tempo oportuno, re-cebê-la com toda a fé e devoção. Evite-se cair no péssimo
costume de protelar o sacramento por respeito humano.
g) A sagrada Unção pode ser dada aos doentes privados
dos sentidos ou do uso da razão, desde que se possa crer
que provavelmente a pediriam, se estivessem em pleno
gozo de suas faculdades.
h) O sacerdote chamado para o enfermo que, entretanto, já
tenha falecido, reze a Deus por ele, a fim de que absolva-o
dos seus pecados e o receba misericordiosamente em seu
reino: não lhe administre, porém, a sagrada unção. Se, con-tudo, houver dúvida quanto à morte, pode administrar-lhe
o sacramento segundo o rito prescrito (cf. Ritual da Unção
dos enfermos e sua Assistência Pastoral, n
o
8-15).
i) Em perigo de morte, administre-se a Unção dos Enfermos
a cristãos que não tenham plena comunhão com a Igreja
Católica, quando não puderem procurar um ministro de
sua confissão e se o pedirem espontaneamente. Para tal,
manifestem a fé católica a respeito deste sacramento e es-tejam devidamente dispostos (cf. C.D.C. cân. 844 § 3 e 4).
j) Aos que estão para deixar esta vida ou em perigo imi-nente, a Igreja, além do sacramento da Confissão e
Unção dos Enfermos, oferece também a Eucaristia como
“Viático”, pois todos os batizados têm o direito de rece-ber a comunhão.
III. PASTORAL DA SAÚDE
214. Aos párocos de um modo especial, mas não de modo reser-vado, compete acompanhar clínicas e hospitais que rece-bem fiéis enfermos, com visitas programadas em horários
determinados e exclusivos para o exercício deste ministério
de visitação e misericórdia. Por isso promovam, o quanto
possível, missas nesses ambientes, celebradas na intenção
de todos os doentes.
215. Criem, nas paróquias, a equipe da pastoral da saúde para
visita aos enfermos nos domicílios, hospitais e clínicas. Que
seja incentivado o trabalho dessa pastoral nas suas três di-mensões: espiritual-solidária, comunitária-educativa e polí-tica-institucional.
216. Sejam organizadas as capelanias nos hospitais e clínicas,
com visitas e missas para os enfermos. Na medida do pos-sível oferecer apoio espiritual aos funcionários, enfermeiros
e médicos.
217. Conforme a Lei 10.241 de 17 de março de 1999, sobre os
direitos dos usuários dos serviços de saúde no Estado de
São Paulo, é assegurado a todos os pacientes “receber ou
recusar assistência moral, psicológica, social e religiosa” (ar-tigo 2.XX). Portanto, que essa lei assegure o direito da visita
religiosa aos hospitais da diocese.
 
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