Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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Fundamentação Bíblico-Teológica

218. Através dos sacramentos do Batismo e da Confirmação so-mos consagrados para o Sacerdócio comum dos fiéis e nos
tornamos aptos para receber as consagrações específicas -
conforme o Direito Canônico, entre outros, o sacramento
da Ordem, nos três graus: diaconado, presbiterado e epis-copado. “A existência sacerdotal específica dos ministros
ordenados se baseia na existência sacerdotal comum de to-dos os cristãos, fundamentada no batismo” (Diretrizes da
Formação Presbiteral da Igreja no Brasil, n
o
47).
219. O sacramento da Ordem consagra-nos para ser, em nome
de Cristo, pela Palavra e pela Graça de Deus, Pastores da
Igreja (CDC Cân. 1535). Como pastor, o presbítero “partici-pa da mesma plenitude universal da missão de Jesus Cristo
e de sua Igreja. Participa da missão universal da salvação,
levada até os confins da terra” (PdV n
o
18). “Os presbíteros
são cooperadores dos Bispos, pois, unidos a eles na função
sacerdotal, são chamados ao serviço do Povo de Deus” (Cf.
Pontifical Romano, Rito de Ordenação Presbiteral”).
220. Nas Sagradas Escrituras o povo eleito foi constituído por
Deus como um reino de sacerdotes e uma nação santa (Ex.
19,6). Segundo a Carta aos Hebreus, os sacerdotes são cons-tituídos para intervir em favor dos homens em suas relações
com Deus, a fim de oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
221. Todas as prefigurações do sacerdócio da Antiga Aliança encon-tram seu cumprimento em Jesus Cristo, o único mediador en-tre Deus e os homens. O sacrifício redentor de Cristo é único,
assim como o seu sacerdócio também é único. Neste sentido,
afirma Santo Tomás de Aquino: “Somente Cristo é o verdadeiro
sacerdote; os outros são seus ministros”. A Igreja expressa isso
dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da ordem,
age “in persona Christi Capitis” (CDC Cân. 158).
222. No Novo Testamento, por vocação e por sua ordenação, os
presbíteros são, de certo modo, segregados do seio do povo de Deus, não, porém, para se separarem, seja do povo ou de
qualquer pessoa, mas para se consagrarem totalmente à obra
para qual o Senhor os assume. Neste aspecto, os presbíteros
são chamados a viverem, por vocação, entre os homens, e,
como bons pastores, conheçam as suas ovelhas e procurem
trazer também aquelas que não pertencem ao aprisco, para
que escutem a voz de Cristo e haja um só rebanho e um só
Pastor (Jo 10, 14-16).
223. O sacramento da Ordem é por excelência ministerial. Esta
missão que o Senhor confiou aos pastores de seu povo é
um verdadeiro serviço. “O sacramento da Ordem comunica
um poder sagrado, que é o próprio poder de Cristo que, por
amor, se fez o último e servo de todos” (CDC. Cân. 1551).
224. Enfim, o sacramento da Ordem está intrinsecamente ligado
ao sacramento da Eucaristia, isto é, ele foi instituído na úl-tima ceia com a Eucaristia e em função dela. “A Eucaristia
ocupa o centro da vida do presbítero, devendo ele celebrá-la
a cada dia. Portanto, a Eucaristia é a fonte principal da espi-ritualidade presbiteral, fundamentando o sentido do minis-tério do Presbítero” (Diretrizes da Formação Presbiteral da
Igreja no Brasil, n
o
51).
Orientações Pastorais
I. OS SEMINÁRIOS, CASAS DE FORMAÇÃO, CONSELHO DE
FORMADORES E PASTORAL VOCACIONAL
225. O Bispo Diocesano, auxiliado pelo Conselho de Presbíteros
e por um Conselho de Formadores, e a Pastoral Vocacional,
em comunhão com as normas e orientações do Magistério,
cuidará com zelo de formar os seus futuros presbíteros e,
com esse fim, constituirá as chamadas casas do propedêuti-co e o seminário maior ou casa de formação (residência dos
seminaristas que estejam cursando filosofia e teologia).
226. O Bispo Diocesano, segundo as circunstâncias peculia-res, adotará a modalidade formativa que mais convier (Cf.
Diretrizes da Formação Presbiteral da Igreja no Brasil - no
55). Para a Diocese de Amparo ficam determinadas as se-guintes etapas de formação: 1 ano de Curso Propedêutico
(realizado na Casa de Formação do Curso Propedêutico Sant’Ana), 3 anos de Filosofia e 4 de Teologia (realizados no
Seminário de Filosofia e Teologia São José).
227. O Curso Propedêutico contará com o Reitor da Casa, um Diretor
Espiritual e uma equipe de professores e psicólogo(a); já o
Seminário Maior contará com o Reitor, Diretor Espiritual para
os seminaristas do Curso de Filosofia, um Diretor Espiritual
para o Curso de Teologia e psicólogo(a). Providencie-se, ainda,
um padre confessor para o Seminário São José (Cf. CDC. 240).
228. O tempo de Curso Propedêutico compreende-se por um ano
de discernimento. O ingresso no Curso Propedêutico cons-ta a partir do acompanhamento vocacional promovido pela
Pastoral Vocacional, nos chamados Encontros Vocacionais
Diocesanos, mediante carta de apresentação do pároco ou
padre responsável, do candidato que já tenha concluído o
Ensino Médio e tenha 18 anos ou mais.
229. A Pastoral Vocacional contará com um coordenador, que
deverá ser sempre um sacerdote, e um assessor leigo. Eles
responderão pela organização dos Encontros Vocacionais
Diocesanos, que acontecerão uma vez por mês. Nestes
Encontros, os jovens vocacionados deverão ser ajudados no
discernimento vocacional, enfatizando, dentre todas as vo-cações, o ministério presbiteral.
230. Os jovens, naturalmente, deverão ser provenientes das paró-quias de nossa Diocese. Contudo, em casos especiais e com
autorização do Bispo, poderão ser aceitos para realizar o
processo de discernimento, nos Encontros Vocacionais, jo-vens vindos de outros lugares. Os jovens que participam dos
Encontros serão, ao fim deles, avaliados pelo Coordenador
da Pastoral Vocacional, que deverá também ouvir o padre
responsável pelo jovem, e, se vistos sinais de vocação, pode-rá, se não houver obstáculos, apresentá-lo ao Bispo, pedin-do admissão ao Curso Propedêutico Santana.
231. O Seminário Maior haverá de “apresentar-se como um tem-po e um espaço; mas configura-se, sobretudo, como uma co-munidade educativa em caminhada: é a comunidade provida
pelo Bispo para oferecer, a quem é chamado pelo Senhor a
servir como apóstolo, a possibilidade de reviver a experiência
formativa que o Senhor reservou aos doze” (PDV n
o
60). Para
que o Seminário realize em plenitude a sua missão, cuide
cada Bispo com seu Conselho de Formadores e os membros da Pastoral Vocacional, de elaborar um Diretório da Formação
ou Plano de Formação e o Regulamento do Seminário, que,
após ampla divulgação, seja assumido por todos.
232. Seja nomeado, pelo Bispo Diocesano, o Conselho de Formadores,
preferencialmente multidisciplinar (sacerdotes idôneos e profis-sionais em áreas técnicas), cuja principal missão será a de ela-borar e acompanhar “um projeto formativo do Seminário, que
ofereça aos seminaristas um verdadeiro processo integral: hu-mano, espiritual, intelectual e pastoral centrado em Jesus Cristo
Bom Pastor. É fundamental que, durante os anos de formação,
os seminaristas sejam autênticos discípulos, chegando a rea-lizar um verdadeiro encontro pessoal com Jesus Cristo.” (DA
n
o
319). O Conselho de Formadores será formado, portanto,
pelo Bispo Diocesano, seu presidente, pelo Reitor do Seminário
Maior, o Reitor da Casa de Formação Propedêutico Santana, o
Coordenador da Pastoral Vocacional, um dos dois Orientadores
Espirituais do Seminário São José, o Diretor da Escola Diaconal
e um sacerdote do presbitério escolhido pelo Bispo.
233. Que os membros do Conselho de Formadores de nossa
Diocese estejam em profunda comunhão com a caminhada
da Igreja no Brasil e, para isso, atentos às chamadas “cinco
dimensões” antropológico-teológicas da formação, a saber:
“formação humano-afetiva, formação comunitária, forma-ção espiritual, formação pastoral-missionária e formação
intelectual” (Diretrizes para a Formação dos Presbíteros
da Igreja no Brasil – 246). Ver também: Plano Formativo
Presbiteral – Diocese de Amparo.
234. Cuidem os Formadores, em nossa Diocese, para que os semi-naristas recebam boa formação humano-afetiva, bem como,
“que suas experiências pastorais estejam abertas ao diálogo
e cooperação com projetos de evangelização desenvolvidos
por outras igrejas e comunidades eclesiais, que se encontram
na mesma região onde atua o seminarista. Desse modo, ele
pode estabelecer uma correta relação entre diálogo e missão,
diálogo e anúncio, como exige o atual contexto religioso plu-ral e como orienta o Magistério da Igreja” (Diretrizes para a
Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil – n
o
301).
235. Durante os períodos de formação filosófica e teológica, o
formando realizará pelo menos duas experiências pastorais
em cada período, salvaguardadas outras situações em que
for necessário mudar, sempre a juízo do Bispo Diocesano.
Será muito oportuno organizar missões paroquiais durante uma semana no período de férias de janeiro, nas quais os
seminaristas, futuros presbíteros, cultivarão e aprimorarão o
espírito missionário. Tais missões deverão ser requisitadas
pelos padres responsáveis pela Paróquia e combinadas com
o Reitor e seminaristas pelo menos seis meses antes.
236. Especial atenção seja dada a esta formação pastoral dos se-minaristas e, neste sentido, lhe sejam possibilitados fazer,
durante o tempo de formação, uma experiência de estágio
pastoral que vá além daquelas realizadas aos finais de sema-na nas paróquias da Diocese, sem o que, não formaremos
presbíteros melhor preparados para responder aos desafios
da evangelização deste século, como por exemplo: os hos-pitais, presídios, meios de comunicação, espaços universitá-rios e áreas de atuação dentro da própria estrutura eclesial
(formação dos futuros padres, pastoralistas e professores).
237. Que sejam valorizadas e implementadas, quando necessá-rio, diferentes instâncias que promovam o encontro entre os
senhores Bispos, os membros da Comissão de Formadores
das Dioceses da Sub-Região Campinas/CNBB, direção e pro-fessores da Pontifícia Universidade Católica de Campinas
(PUCCAMP) para a partilha de experiências, avaliações e
encaminhamentos comuns.
II. ADMISSÃO AO SEMINÁRIO, MINISTÉRIOS E ORDENAÇÃO
238. A juízo do Bispo Diocesano, cuidem os responsáveis pelo
Seminário e da Casa de Formação Propedêutico Santana, para
que haja um justo e apurado cuidado na admissão de candi-datos ao Seminário e, para isso, “é necessário que os forma-dores e responsáveis façam esmerada seleção de candidatos
que leve em consideração o equilíbrio psicológico de perso-nalidade sadia, motivação genuína de amor a Cristo, à Igreja
e ao mesmo tempo capacidade intelectual adequada às exi-gências do ministério no tempo atual” (Cf n
o
190 e DA. 318);
239. Normalmente, os candidatos ao Seminário de Filosofia e
Teologia serão provenientes do Curso Propedêutico. No caso
de candidatos egressos, procedentes de outras Dioceses,
de nossa Província e de outras, serão aceitos somente com
carta de recomendação informando as reais condições do
candidato, preferencialmente do responsável pela Casa de
Formação à qual o candidato esteve vinculado. Por fim, o
Bispo Diocesano decidirá sobre o ingresso.
240. Importante sinal de unidade eclesial e formativa, em nossa
Sub-região Campinas, haverá de ser dado pelo tratamento
dispensado aos seminaristas egressos e, neste sentido, evi-tar-se-á facilitar o trânsito de seminaristas entre as Dioceses
da Sub-região Campinas. Somente se aceitará seminarista
de outra Diocese da Província com carta de recomendação e
anuência do formador e do Bispo do seminarista requerente.
241. Que as ordenações diaconais e presbiterais só sejam marca-das mediante realização dos escrutínios e outras orientações
contidas no Código de Direito Canônico (Cân. 1008), após a
conclusão do 4
o
ano de teologia, a entrega de monografia e
o exame de universa. Dependendo da urgente necessidade
e do preparo e maturidade do candidato, a critério do Bispo
Diocesano e segundo as normas canônicas, poderá aconte-cer, eventualmente, de se ordenar o candidato diácono no
segundo semestre do 3
o
ano de Teologia. Quanto ao local,
seguir o que determina o Diretório dos Presbíteros de nossa
Diocese; quanto à data, deve-se ouvir o candidato e seja
marcada pelo Bispo. Que as ordenações sejam preparadas
por um tríduo vocacional.
242. No que se refere à Admissão às Ordens Sacras e Instituição
no Ministério de Leitor e Acólito: a Admissão será dada
quando o vocacionado entrar para o 1
o
ano de Teologia (no
primeiro semestre); a instituição no Ministério de Leitor será
conferida no segundo semestre do 2
o
ano de Teologia e a
instituição no Ministério de Acólito será conferida no segun-do semestre do 3
o
ano de Teologia. (Cf. Ata de Reunião do
Conselho Diocesano de Formação - 26/01/20011).
243. As mesmas recomendações de simplicidade dadas em relação
à celebração do matrimônio, sejam observadas nas celebrações
do sacramento da ordem. Leve-se em conta que o Sacramento
da Ordem consagra para o serviço a exemplo de Cristo Servo:
“eu vim para servir e não para ser servido” (Mt 20, 28).
III. A PASTORAL PRESBITERAL
244. Haja preocupação de todos para que sejam observadas
as normas e prerrogativas do Conselho de Presbíteros, do
Colégio de Consultores e do Diretório dos Presbíteros.
245. Especial atenção seja dada pelo Conselho de Presbíteros à
chamada Pastoral Presbiteral, que, entre outras funções, ha-verá de propor e acompanhar ações de valorização do minis-tério e vida dos presbíteros. O Coordenador do Conselho de
Presbíteros deve ter especial dedicação nesta tarefa.
246. Entre as ações a serem desenvolvidas em favor da valori-zação do ministério e da vida dos presbíteros, a Pastoral
Presbiteral buscará acompanhar os recém ordenados pelos
cinco primeiros anos de vida ministerial; estará permanen-temente atenta às necessidades próprias dos sacerdotes ido-sos, em especial eméritos; cuidará para que todos os pres-bíteros estejam vinculados ao sistema vigente de previdên-cia social (aposentadoria) e de saúde e que, de acordo com
períodos previamente determinados, seja oportunizado aos
presbíteros se atualizarem intelectual e espiritualmente.
247. Que a Pastoral Presbiteral dê sua contribuição para que os
presbíteros religiosos se sintam acolhidos e integrados ao
presbitério diocesano, e sejam orientados e motivados a
assumirem plenamente as orientações, normas, diretrizes,
usos e costumes da Igreja Particular em que estejam exer-cendo suas funções sacerdotais.
IV. O DIACONATO PERMANENTE
248. Para a formação dos Diáconos Permanentes fica estabelecida
a Escola Diaconal Santo Efrém - Escola de Formação para o
Diaconato Permanente da Diocese de Amparo, conforme as
normas e diretrizes já aprovadas e publicadas pela Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Doc. no
96). A partir
destas diretrizes da CNBB, a Escola Diaconal conta com um
Estatuto de Formação próprio, devidamente aprovado pelo
Bispo e pelo Presbitério, cuja finalidade principal é organizar a
formação dos candidatos ao Diaconato Permanente.
249. Os diáconos permanentes estão direta e estreitamente liga-dos ao ministério episcopal. Com os presbíteros, eles são,
respectivamente, os dois braços do bispo no serviço das me-sas da Palavra, da Eucaristia e dos pobres. Esta experiência
muito rica não restrinja os diáconos permanentes às funções
litúrgicas, assumindo a dimensão do exercício da caridade
como característica central desse ministério.
 
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