Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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SACERDÓCIO, DOM DE DEUS:

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Nosso Senhor na Última Ceia faz um esclarecimento aos apóstolos, dizendo: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que Vos escolhi”. Exatamente isso, cada um de nós somos um objeto da escolha e do amor pessoal de Deus.
A nossa existência, o fato de eu falar, andar, tocar... já são sinais claros, provas de quanto Deus nos ama.. A verdade é que em meio a tanta bondade divina, Deus foi ainda mais além, Ele já no ventre materno nos marcou com um sinal divino, nos dando assim a graça da vocação sacerdotal.
Por isso, podemos dizer que Deus coloca o seu germe na nossa natureza, e é a nós que compete cultiva-las e faze-las crescer com a ajuda da graça. Chama-nos, sem dúvida, mas nós temos que corresponder, Ele nos dá potencialmente as qualidades necessárias para essa situação, mas é a nós que nos compete desenvolvê-las. Sendo assim, fica evidente que a vocação implica uma colaboração de Deus e do homem.
Agora é bom lembrar, que seguir Cristo não significa refugiar-se na Igreja, encolhendo perante a evolução da sociedade, perante os acertos ou as aberrações dos homens. Cristo escolheu-nos para que possamos ser sua presença, seus braços na terra, sua voz, mesmo que isso nos custe. Hoje a Igreja é atacada veementemente, e amordaçada, e mais do que nunca precisamos defender nossa fé, a laicidade é um valor, mas o laicismo que se torna ditadura, “excomungando” todos os que não comungam com seu pensamento, é um perigo do qual não podemos aceitar. Essa ideologia cheia de falácias merece de nós sacerdotes estar bem esclarecidos e ajudar nosso povo a apoiar-se na verdade que é Cristo.
Em um mundo tão sedento de Deus, há necessidade de sacerdotes que sejam bons administradores dos mistérios divinos, que saibam compadecer-se das misérias dos irmãos, que se tornem pescadores de homens, que tenham sede de aproximar os fiéis e os infiéis a Deus, que vá ao encontro da ovelha perdida, que arranque o ser humano do jugo do pecado, do erro e os conduza a Nosso Senhor. Nós não somos nada, mas ao mesmo tempo somos indispensáveis.
São João Paulo II, quando completava 50 anos de ministério recordou: “para o homem contemporâneo, tudo o que lhe falta do ponto de vista econômico, social e político, pode pedi-lo a muitos outros. Ao sacerdote, pede Cristo!”
Devemos pensar em todos os homens, que à nossa volta, têm necessidade de Jesus Cristo. Os Papas sempre disseram que há muitos remédios legislativos, tratados e protocolos... mas que tudo isso são meros paliativos. Os males da nossa sociedade serão curados unicamente pela reforma dos corações, pelo reinado de Cristo.
Não podemos esperar que as conversões se sucedam constantemente à nossa volta. Antes de serem apanhados vivos, os homens debater-se-ão, mas a nossa paciência acabará por desarma-los. É possível que nos façam sofrer, que se mostrem duros, altivos e até malvados. Mas a redenção dó se opera mediante o sacrifício.
Não se trata de submeter as pessoas à nossa maneira de ver, mas de apresentar-lhes a verdade para que adiram a ela espontaneamente, com convicção e alegria.
Portanto, para que Deus nos use, e possamos servi-lo é necessário desde já três ingrediente: docilidade, vida de oração e união com a Cruz.
Em primeiro lugar, docilidade, porque é o Espírito Santo, quem, com suas inspirações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele quem nos impele a aderir a Doutrina de Cristo e a assimila-la com profundidade; quem nos dá luz para tomarmos consciência da nossa vocação pessoal e força para realizarmos tudo o que Deus espera de nós.
Em segundo lugar, vida de oração, porque a entrega, a obediência, a mansidão dos cristãos nascem do amor e para o amor se orientam. E para falar bem de Cristo é necessário amá-lo. E o amor leva a vida de relação, a conversa assídua, à amizade. A vida cristã requer um diálogo constante com Deus Uno e Trino. “A oração cria o sacerdote e o sacerdote cria-se através da oração”(São João Paulo II).
União com a Cruz, finalmente, porque na vida de Cristo o Calvário precedeu a Ressurreição e o Pentecostes, e esse mesmo processo se deve reproduzir em nossas vidas. Só quando o homem, fiel á graça, decide colocar no centro da sua alma a Cruz, negando-se a si mesmo por amor de Deus é que recebe com plenitude a consolação do Senhor.
Ao sacerdote cabe procurar com mais diligência consolidar a sua vocação e eleição, pois agindo desse modo, não tropeçará jamais (2 Pd 1,10). Ame o vosso sacerdócio! Sede fiéis até o fim! Sabei ver nele, aquele tesouro pelo qual vale a pena dar tudo (cf. Mt 13,44).

Pe. Tarlei Navarro
 
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