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Sínodo dos Bispos: Esperança no anúncio do Evangelho da Família :

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Sensível a um dos desafios mais prementes dos nossos tempos, o Papa Francisco convocou para os anos de 2014 e 2015 um Sínodo dos Bispos sobre a Família. Foram dois anos de intenso debate e participação das comunidades, em que a Igreja reunida refletiu e aprofundou diversas questões, na busca de respostas, a partir da fé, para afirmar a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo. De 4 a 25 de outubro de 2015 o Sínodo dos Bispos concluiu os seus trabalhos, com a publicação de um Relatório Final, um documento de 94 pontos, com orientações pastorais para a toda a Igreja, a partir das conclusões a que chegaram os nossos pastores.
Importante ressaltar que o texto do relatório final do Sínodo não tem caráter legislativo, isto é, vinculativo para a Igreja. Diferentemente dos documentos do Magistério, o relatório é composto de sugestões, propostas e reflexões que os padres sinodais apresentaram ao Santo Padre. Ele deve ser respeitado e acolhido, mas não com um peso maior do que de fato tem. A partir dele é que poderão vir a ser tomadas medidas pastorais e, eventualmente, inspirar até mesmo uma manifestação do Magistério, pelas mãos do Santo Padre, o que até o momento ainda não ocorreu.
Luz na escuridão do mundo – é assim que o Relatório Final do Sínodo define a família. Em seu discurso, Papa Francisco recordou Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI e afirmou que “certamente não significa que esgotamos todos os temas inerentes à família” e que “não encontramos soluções exaustivas para todas as dificuldades e dúvidas que desafiam e ameaçam a família” na atualidade, mas que, com coragem, dedicação e sem medo de afrontar os desafios postos às famílias e na família, “procuramos iluminá-los com a luz do Evangelho, da tradição e da história bimilenária da Igreja, infundindo neles a alegria da esperança”, sem cair em repetições simplistas. No final do seu intenso discurso afirmou que “para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!”.
Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, ponderou em entrevista ao site da arquidiocese, que “o resultado foi muito positivo e algumas questões apareceram claras: uma renovada valorização da família pela Igreja, como realidade boa e querida por Deus; o casamento entre um homem e uma mulher dá início a uma família; a família tem uma missão importante em relação a cada pessoa, à comunidade humana e à Igreja”. Reconheceu que “muitas situações novas e complexas envolvem hoje a família e requerem a atenção pastoral renovada da Igreja, que precisa estar próxima das famílias marcadas pela dor e todo tipo de sofrimento”.
A Igreja, completou, “ao mesmo tempo que convida todos a acolherem a Boa Nova de Jesus, precisa olhar com paciência e misericórdia os casais e as famílias que vivem em situações contrastantes com o ensinamento do Evangelho”. O cardeal sublinhou, ainda, “que a preparação para o casamento deverá ser uma das ações principais da pastoral da família, de maneira que haja menos casamentos nulos ou divórcios no futuro”. “Precisamos perseverar, na certeza de que Deus não pede coisas impossíveis aos homens. É possível casar, perseverar e ser feliz no casamento”, declarou.
Infelizmente, durante o Sínodo, também fomos tomados por inúmeras notícias falaciosas, principalmente pela grande mídia, que serviram apenas para fomentar polêmicas inúteis, como se o encontro dos bispos estivesse sendo dirigido não pelo Papa da Igreja Católica, mas por um reformador qualquer. Assim, alguns anunciavam a possibilidade de uma verdadeira “revolução” no interior da Igreja, com a aprovação de inúmeras mudanças claramente contrárias a nossa fé, como se a Igreja almejasse mudar, “se atualizar” para poder enfrentar os desafios contemporâneos.
Ora, que o mundo, marcado pelo secularismo, deseje que a Igreja mude o seu ensinamento sobre as questões da família e tantas outras, não deve nos espantar, afinal a Igreja é e sempre foi “escândalo” para o mundo, justamente porque anuncia a verdade de sempre, fiel ao ensinamento de Cristo. O problema é que muitos católicos, seduzidos pelo discurso midiático, também passaram a alimentar esta expectativa, como se fosse a Igreja que precisasse se “converter” e “ser evangelizada” pelo mundo, e não o contrário.
Neste sentido, desde o início do Sínodo o Papa Francisco insistiu que o trabalho dos bispos se faria sob a guia do Espírito Santo. Quando o Papa assim anunciou, não o fez por mera força de expressão, como se se tratasse de fazer algumas orações e depois virar novamente às costas e trabalhar por si. Nas palavras do Santo Padre: “o Sínodo não é um congresso ou um parlatório, não é um parlamento nem um senado onde fazemos acordo, mas sim uma expressão eclesial, isto é, a Igreja que caminha unida para ler a realidade com os olhos da fé e com o coração de Deus”.
Com a conclusão do Sínodo, superadas as falsas expectativas, como era evidente, não vimos nenhuma das transformações radicais tão anunciadas pelos que querem, na verdade, diluir as verdades da fé. Reafirmou-se a doutrina da indissolubilidade matrimonial, a valorização da maternidade e da paternidade, a tutela das crianças, dos idosos e das pessoas com necessidade especiais e a defesa da vida. Também se tratou da preparação para o matrimónio e acompanhamento dos casais e famílias, o acolhimento e acompanhamento das pessoas com atração pelo mesmo sexo, o acompanhamento e discernimento espiritual dos divorciados recasados, entre outros temas, tudo para reafirmar e fortalecer a nossa fé de sempre, alicerçada nas Sagradas Escrituras, no Magistério e na Tradição.
Não custa lembrar que a Igreja sempre foi depositária de valores que muitas vezes contrariaram os interesses e modas vigentes no mundo. E no cumprimento fiel da missão recebida de Deus sempre foi prodigiosa e sábia em transmitir a mesma sabedoria, utilizando-se dos elementos presentes nas diversas culturas, sem macular a sua essência e o fundamento do seu ensinamento. Nenhum Sínodo, nem um Concílio, nem um Papa tem o poder para mudar a lei divina.
Por isso, não devemos nos entristecer ou temer quando a Igreja guarda, preserva e transmite o seu tesouro, ainda que a cultura atual o rejeite, muito menos desejar que o Papa ou o Sínodo promovam essa mudança. Pelo contrário, devemos confiar que é justamente a fé de sempre, a fé dos apóstolos, a fé recebida das mãos de Nosso Senhor, Caminho, Verdade e Vida, que pode iluminar e redimir o mundo de seus sofrimentos e confusões. Não há maior misericórdia do que fazer resplandecer a verdade da fé, principalmente nas situações mais difíceis.
Devemos lembrar o que o Documento preparatório para o Sínodo (publicado no início dos trabalhos em 2014) reconheceu muito bem, ao destacar que o problema atual do nosso mundo não é a crise das famílias, mas a crise da fé. A dita crise não pode fazer as pessoas pensarem que a fé é uma meta inalcançável, que as suas verdades são um fardo para o homem contemporâneo. Por isso, em 2012, o Papa Bento XVI disse “o matrimônio é chamado a ser não apenas objeto, mas o sujeito da nova evangelização”.
De fato, se a fé for novamente anunciada com toda a sua clareza e frescor, certamente a graça de Deus fará surgir famílias saudáveis que darão muitos frutos de testemunho de santidade para Igreja e para o mundo. Um grande pastor da História da Igreja, Santo Agostinho, disse numa época cética como a nossa: “Parece-me que se deva reconduzir os homens à esperança de encontrar a verdade” (Ep. 1,1), e a Igreja deve continuar com ardor a mesma tarefa.

Fontes:
Rádio Vaticana
Zenit
ACI Digital
Presbíteros
 
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