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CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA – LITURGIA DA PALAVRA:

Artigos de Liturgia, n. 3; julho de 2016
 
Seminarista Rafael Spagiari Giron
Queridos irmãos e irmãs, filhos amados de Deus!
 
            Clareado o sentido dos Ritos Iniciais (congregação – reunião – do Povo de Deus e sua inserção no Mistério Pascal) e dando continuidade aos artigos sobre liturgia, vamos refletir, hoje, sobre a Liturgia da Palavra, momento muito importante dentro da Celebração Eucarística; momento para abrir nossos olhos e visualizar as maravilhas que Deus realizou, e continua a realizar, na história da humanidade.
            O documento Dei Verbum afirma que “a Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo” (DV, n. 21). Por essa afirmação percebemos que, além da presença real e sacramental nas espécies eucarísticas, Jesus também se faz presente e nos alimenta espiritualmente por meio da Palavra anunciada. Seguindo a visão do simbolismo na liturgia, é triste ver que, hoje em dia, em muitos lugares não se dá muita atenção à mesa da Palavra ou Ambão (nome dado ao local em que a Palavra de Deus é anunciada). Precisamos resgatar a importância dessa “mesa” na qual somos alimentados pela Palavra de Deus.
            O profeta Neemias (capítulo 8) nos conta que “Esdras, o escriba, estava de pé sobre um estrado de madeira, erguido para esse fim. Estando num lugar mais alto, ele abriu o livro à vista de todo o povo. E, quando o abriu, todo o povo ficou de pé. Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: ‘Amém! Amém!’ Depois inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor, com o rosto em terra. Os levitas explicavam a Lei ao povo, e cada um ficou em seu lugar. E leram clara e distintamente o livro da Lei de Deus e explicaram seu sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura. O governador Neemias e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que instruíam o povo, disseram a todos: ‘Este é um dia consagrado ao senhor, vosso Deus! Não fiqueis tristes nem choreis’, pois todo o povo chorava ao ouvir as palavras da Lei.” Desse trecho do Antigo Testamento podemos compreender o porquê da necessidade da proclamação da Palavra de Deus nas Celebrações: a recordação da presença de Deus no meio do povo, a visualização do cumprimento da Aliança estabelecida por Deus desde os profetas até o envio de seu Filho, Jesus, e o conhecimento de seu plano de Salvação para toda a humanidade, plenamente concretizado por Jesus, com sua morte e ressurreição.
            A Liturgia da Palavra não se constitui somente do ouvir a Deus, mas também, do meditar, fazer pedidos e reafirmar nosso seguimento e construção do Reino de Deus. Com o povo de Israel Deus faz uma aliança e pede que haja a escuta e a obediência. Para tanto, há uma base que é o diálogo. As leituras expressam esse diálogo de Deus com o seu povo. Por isso, a Liturgia da Palavra compreende os seguintes momentos: primeira leitura, salmo responsorial, segunda leitura, aclamação ao Evangelho, proclamação do Evangelho, homilia, Profissão de Fé e Oração Universal.
PRIMEIRA LEITURA: Quase sempre a primeira leitura é tirada do Antigo Testamento, exceto no Tempo Pascal, quando se escolhe uma do Novo Testamento, sobretudo dos Atos dos Apóstolos. Para a comunidade cristã primitiva, Deus atua nos acontecimentos da história. Também nós somos convidados, nessa mesma tradição, a ler e interpretar os acontecimentos de hoje à luz dos textos do Antigo Testamento, tendo como ponto de partida e de chegada a pessoa de Jesus Cristo, do qual somos discípulos missionários.
SALMO RESPONSORIAL: Em cada salmo está expresso o sentido mais profundo de cada criatura humana em sua relação com Deus, manifestando: confiança plena, gratidão, alegria, felicidade, angústias e tristezas. São orações que foram compostas ao longo da história do povo de Deus. Sua forma de execução é responsorial porque, além de responder à Palavra, é diálogo entre a assembleia e quem o proclama, expressando o diálogo da aliança entre Deus e seu povo.
SEGUNDA LEITURA: Nas missas dominicais há sempre duas leituras. Nas missas feriais (durante a semana) só há uma leitura, o salmo e o Evangelho. A segunda leitura é sempre um texto do Novo Testamento. Ela destaca os pontos fundamentais da fé e da vida da Igreja nascente (as primeiras comunidades cristãs).
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: É o Aleluia que expressa o louvor e a alegria da assembleia à presença do Ressuscitado em sua Palavra. Durante o tempo da quaresma não se pronuncia a palavra “Aleluia” na aclamação, já que é um tempo mais penitencial e de recolhimento.
EVANGELHO: É o ponto central da Liturgia da Palavra. Nele Cristo comunica sua palavra de Salvação à Igreja reunida em assembleia. Durante o diálogo inicial (O Senhor esteja convosco…), traçamos o sinal da cruz sobre a testa, boca e coração, pedindo que Deus ilumine nossa inteligência, fala e vontades para que a Palavra seja guardada com fidelidade e anunciada com Sabedoria.                       
HOMILIA: É parte integrante da ação litúrgica e deve estar a serviço da Palavra de Deus. Tem como fontes os textos bíblicos proclamados, as orações da missa, e a própria vida da comunidade. É o momento de atualização das leituras levando em conta os acontecimentos e necessidades do povo de Deus. Por isso, a homilia possui também uma dimensão de formação e educação na fé.
PROFISSÃO DE FÉ: O Símbolo de Fé expressa a unidade e a base da fé eclesial, que constitui a “identidade” dos cristãos. Professar a fé é justamente demonstrar essa identidade. Por isso, o Credo dos Apóstolos é um resumo compacto da doutrina do Novo Testamento. Nas Celebrações Eucarísticas a Profissão de Fé torna-se a confirmação da aceitação da fé. Essa confirmação se renova a todo o momento em que o Credo é proferido.
ORAÇÃO UNIVERSAL: Por meio dessa oração o povo exerce sua função sacerdotal elevando a Deus suas preces. Após ouvir as leituras e a homilia o povo de Deus, transformado pela Palavra, dirige seus pedidos a Deus-Pai.
            Em suma, a Liturgia da Palavra representa esse diálogo com o Pai; um diálogo no qual a obediência aos ensinamentos de Deus revela o seguimento na fé cristã. Cabe a todos nós participar da Liturgia da Palavra com a máxima atenção, para compreendermos os acontecimentos descritos nas leituras. Participamos dela, de início, sentados para ouvir atentamente; depois ficamos em pé para mostrar prontidão e disposição no seguimento à Palavra.
            Que nosso coração possa, a cada momento desse Rito, estar atento às súplicas que Deus nos faz. Que a Palavra anunciada se transforme em Palavra Viva através de nossas ações concretas em meio ao povo de Deus.
 
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