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O Dogma da Maternidade Divina de Maria :

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Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (Jo 2, 1; 19, 25,137). Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde o nascimento do seu Filho, como “a Mãe do meu Senhor” (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (Theotókos”).

O Dogma da Maternidade Divina de MariaPortanto, Segundo o Dogma da Maternidade Divina, (Catecismo da Igreja Católica n. 495), a Virgem Maria é a Mãe não apenas da carne de Jesus, mas de toda a realidade do Seu Filho, que tem duas naturezas (Humana e divina), mas uma só Pessoa completa (divina). Criar é tirar do nada, e isto só Deus pode fazer. As almas humanas foram criadas do nada por Deus, e infundidas no ventre da Mãe que concebe seus filhos. Estas Mães geram as células reprodutoras de seus pais. Mas devemos estar conscientes de que, embora uma Mãe não tenha criado a alma de seus filhos, elas GERAM dentro de si uma pessoa inteira, de corpo e alma, cujo corpo foi tirado de si e do pai e cuja alma foi dada por Deus. Uma mãe GERA assim uma pessoa inteira. Cristo foi GERADO no ventre de Maria, porque Ele sempre existiu, como Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Maria gerou em si, por aproximadamente nove meses, aquela Pessoa divina que já estava no corpo desde a sua formação. Assim como numa geração comum (a nossa, por exemplo), a Ação geradora dos pais tem por fim toda a pessoa, alma e corpo, também a atuação maternal de Maria repercute na Pessoa do Verbo, que por isso mesmo é realmente Seu Filho. POR ISSO, MARIA É MÃE DE DEUS: Porque GEROU em seu corpo o Deus-homem. Maria é Mãe de Deus porque, da sua própria carne, comunica ao Verbo uma natureza semelhante à sua.

Esta verdade de fé surgiu diante dos questionamentos e afirmações heréticas sobre a Pessoa de Jesus Cristo, Deus feito homem e homem divino, uma única pessoa com duas naturezas distintas e misteriosamente unidas: divina e humana. Portanto, o Jesus de Nazaré, homem histórico, viveu verdadeiramente o seu “ser” humano sem deixar-se de ser divino. E ao morrer na cruz e vencer a morte com a ressurreição, confirmou ser o Cristo, o Messias, o Enviado de Deus para a salvação da humanidade. Assim, com a união do Homem Jesus de Nazaré e o Cristo da fé (Messias), nasce o dogma (verdade de fé) de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria pela Ação do Espírito Santo e consentimento de Deus Pai. A Encarnação do Verbo e toda plano de salvação é obra da Santíssima Trindade: Pai (Primeira Pessoa), Filho (Segunda Pessoa) e Espírito Santo (Terceira Pessoa) e Maria, templo vivo do Deus Uno e Trino, a escolhida e a cheia da Graça de Deus. Em suma, se Maria é Mãe do homem Jesus de Nazaré e se Jesus é homem e Deus, logo, a Virgem Maria é Mãe de Deus.

Este dogma foi solenemente definido pelo Concílio de Éfeso (431 d.C.). Algum tempo depois, foi proclamado por outros Concílios universais, o de Calcedônia (451) e os de Constantinopla. Dessa verdade de fé na maternidade divina da Virgem Maria surgiu a oração cotidiana dos católicos: a Ave Maria. A primeira parte da oração é bíblica: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo… (Lc 1,28). Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre… (Lc 1,42). E a segunda parte é fundamentada no dogma mariano, como verdade de fé, segundo a Tradição da Igreja: Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…
Autor: Pe. Joaquim de Souza Filho
Fonte:www.pscjlouveira.com.br
 
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