Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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As Dimensões do Dízimo:

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As dimensões do dízimo – religiosa, social e
missionária – consistem nas formas como o dízimo é
utilizado na comunidade.
A Dimensão Religiosa consiste na utilização de parte
do dízimo para promover a oração comunitária e tudo o
que diz respeito a ela. Isso quer dizer que o dízimo não
deve ser utilizado numa única dimensão. Além da dimensão
religiosa, o dízimo deve atender as dimensões
social e missionária.
Na dimensão religiosa, o dízimo é utilizado na construção,
sustentação, manutenção e ampliação da igreja,
da casa paroquial, do salão/pavilhão, do escritório/
secretaria, das salas de catequese e de outros locais e
atividades que estejam a serviço da oração e da
evangelização.
Dízimo e Igreja – A Igreja é o local de encontro da
comunidade. Ela deve oferecer o necessário para que a
oração comunitária se realize, seja pela missa, seja por
outras celebrações. Eis alguns exemplos do que é preciso
para tanto: objetos litúrgicos, folhas e livros, aparelhagem
de som, vestimentas para os ministros, imagens
e quadros sacros, instrumentos musicais, enfeites, cadeiras
e/ou bancos, luminárias, armários, sistema de
segurança, extintores.
Dízimo e Casa Paroquial – Equipamentos domésticos,
alimentação, contas de água, luz, telefone (e
outros),escritório para atendimentos aos fiéis, contribuição
para os clérigos (côngrua), plano de saúde e
encargos sociais (clérigos e/ou funcionários),material
de limpeza, cozinheira e/ou diarista, automóvel.
Dízimo e Salão/Pavilhão – Cadeiras, mesas, sistema de
som, armários, utensílios de cozinha,materiais didáticos
para encontros, cursos e palestras, banheiros, salas para
encontros/reuniões em grupos, sistema de ventilação,
sistema de segurança.
Dízimo e Secretaria/Escritório – Secretário/a, computador
e acessórios, arquivos, materiais diversos (canetas,
grampeador, carimbos, tesoura, fitas...), fichários,
boletim diocesano e/ou paroquial,ambiente acolhedor,
impressos em geral, materiais para uso de pastorais
e movimentos, cofre, telefone, faz.
Dízimo e Catequese – Salas, material adequado e
atualizado (aparelhagem de som, vídeo, cartazes, bíblias
e outros livros, manuais de catequese...), espaço para
recreação/confraternização, banheiros, caixa de primeiros
socorros, jogos educativos.
Dízimo e outros – Cuidado e ornamento do espaço ao
redor da igreja e outras dependências, salas para grupos
autônomos (pastorais, movimentos, organismos
eclesiais), segurança (sistema de alarme ou vigilantes),
agentes liberados, serviços prestados por autônomos.
Os itens elencados acima não esgotam todas as necessidades
da dimensão religiosa a serem supridas pelo
dízimo. São apenas uma lista que exemplifica o quanto
custa a existência e a sustentação/manutenção de uma
comunidade. As comunidades, por serem diferentes,
têm necessidades diferentes. Algumas precisam muito
Dízimo – Como, quando e onde utilizar?
mais do que o listado acima; outras precisam de
menos. O importante é entender que a obrigação de
cuidar da igreja e investir na evangelização é de toda
a comunidade, e não apenas do presbítero ou de um
grupo.
Existe o risco de uma comunidade comprar o que
não precisa, gastando em coisas supérfluas. Daí a
necessidade de uma equipe de administração que
atue unida ao pároco e ao conselho paroquial de
pastoral. Juntos, e tendo todos, o direito de opinar e
a obrigação de ouvir, chega-se com facilidade a
decisões prudentes e de bom senso. Se for o caso,
consulte-se toda a comunidade, levando em consideração
o que ela tem a dizer.
A Dimensão Social do Dízimo consiste no serviço
prestado pela comunidade aos empobrecidos. A
comunidade pode se colocar a favor dos empobrecidos
de várias formas: defendendo os seus direitos,
promovendo campanhas de conscientização, fazendo
reuniões/encontros para chegar às causas da
marginalização, formando as pessoas para que estejam
preparadas para o mercado de trabalho, auxiliando
no crescimento integral (com as pessoas, e não
somente para as pessoas), ajudando em momentos
de urgência/emergência.
O dever de zelar e promover o bem-estar das
pessoas é do Estado, mas não só dele. O Estado deve
fazer a sua parte, contando com a participação de
todos os cidadãos. Se o Estado não está fazendo a
parte que lhe compete fazer, é justo reivindicar para
que faça. Contudo, isso não nos isenta de sermos
fraternos, ajudando-nos mutuamente.
A comunidade pode promover os empobrecidos
ajudando-os a conquistar o espaço que ainda não
têm na sociedade. Uma das formas de inclusão é o
acesso à educação; outra, o ensino profissionalizante.
A comunidade pode assistir os empobrecidos sempre
que vai ao encontro deles em situações de
emergência. Quem está com fome, não pode esperar;
quem está doente, necessita de atendimento e
remédios. Sempre que possível, e não podendo
contar com o aparato do Estado, a comunidade deve
“repartir o pão”, a exemplo do que faziam os
primeiros cristãos.
A Dimensão Missionária do Dízimo consiste na
abertura a todas as pessoas, com o objetivo de
partilhar com elas os valores do Evangelho.
Uma comunidade pode tornar-se missionária quando,
por exemplo, coloca-se à disposição de outras
comunidades, auxiliando-as com pessoas, subsídios
e dinheiro para que elas formem as suas lideranças,
construam os seus lugares de oração, adquiram
meios para cumprirem com a missão de evangelizar.
E mais: enviando auxílio para missionários e
missionárias que atuam em outras regiões,dentro ou
fora do país; formando missionários e missionárias
da própria comunidade, para depois enviá-los em
missão: recebendo missionários e missionárias de
outras comunidades para períodos de estágio,
capacitação e aprofundamento; enviando recursos
materiais para entidades, ordens e congregações
que atuam nas missões; destinando parte do dízimo
para as campanhas missionárias, especialmente para
aquela que se faz em outubro (Coleta para as Missões).
O que a comunidade deve investir, em cada uma
das dimensões do dízimo, depende da sua realidade!
Em algumas, a dimensão religiosa deve ser
priorizada, em outras, a dimensão social; em outras
ainda, a dimensão missionária. Cada comunidade
em uma “idade pastoral”. Quem já tem uma estrutura
razoável ou satisfatória, pode investir mais no social e/
ou no missionário. O essencial é que, em nenhum momento,
a comunidade deixe de investir nas três dimensões,
mesmo que não invista a mesma quantia em cada uma
delas.
A quantia necessária para que a comunidade supra
satisfatoriamente com as três dimensões do dízimo, muda
de comunidade para comunidade. Quanto mais
conscientização, administração transparente e bom uso
do montante recebido, tanto mais participação por parte
dos dizimistas. Se houver sobram partilhe-se com outras
comunidades; se ainda não se tem o suficiente, invista-se
na conscientização e estruturação do dízimo.
Para concluir... O dom é feito a Deus, que dele não
necessita, mas com o sentido preciso de socorrer as
necessidades da comunidade, em termos de culto, de
manutenção de serviços apostólicos, e de socorro aos
irmãos necessitados. Dentro da comunidade, o sistema do
dízimo vê seu sentido alargado em direção à fraternidade
e corresponsabilidade cristã na obra comum.
Fonte: Pastoral do
Dízimo, CNBB, 1978, p.55
 
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