Paróquia Santo Antônio - Itapira - Diocese de Amparo
 
 

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Batismo do Senhor:

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Neste Domingo depois da solenidade da Epifania, celebramos a festa do Batismo do Senhor, que conclui o tempo litúrgico do Natal. Hoje fixamos o olhar em Jesus que, com trinta anos de idade, foi batizado por João, chamado o "Baptista", ou seja, o "Batizador", que proclamava a irrupção do Reino (Mt 3,2) as margens do rio Jordão. João pregava este batismo a Israel para preparar a iminente vinda do Messias; e a todos dizia que depois dele viria outro, maior do que ele, que batizaria não com a água, mas com o Espírito Santo (cf. Mc 1, 7-8) Deve-se destacar que é um batismo diferente, pois Jesus não é semelhante a nós no pecado. João Batista procura dissuadi-lo, dizendo: Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti (Mt 3,15). Mas tratava-se de um batismo de penitência, que utilizava o símbolo da água para expressar a purificação do coração e da vida. João. E eis que quando Jesus foi batizado no Jordão, o Espírito Santo desceu, pairou sobre Ele na aparência corpórea de uma pomba, e João Baptista reconheceu que Ele era Cristo, o "Cordeiro de Deus" que veio para tirar o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Por isso, também o Batismo no Jordão é uma "epifania", uma manifestação do mistério de sua pessoa (Mc 1,11; Mt 3,17). A voz do Pai e a descida do Espírito Santo (Mt 3,16; Mc 1,10) expressam a divindade do Filho. Em outras palavras, a relação de Jesus com seu Pai no Espírito Santo é a teofania do Batismo. Por isso, o evento se constitui também para nós numa autêntica manifestação das relações do próprio Deus: a Santíssima Trindade. Este ato, por fim, culminará em outro "batismo", o da sua morte e ressurreição, pelo qual o mundo inteiro será purificado no fogo da misericórdia divina (cf.Lc12, 49-50).

O batismo cristão, que destrói o pecado e nos oferece a adoção filial, encontra seu primeiro fundamento no Batismo do próprio Jesus cujo relato expressa a missão e a divindade do Messias. O Batismo cristão se constitui também em epifania para o próprio crente ao ser batizado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19) porque conhece a vida divina com seus efeitos que torna filho de Deus, herdeiro das promessas.

São Justino chama o batismo de iluminação em virtude da sua dimensão epifânica (Apol. 1,61,12). Com efeito, a fé batismal nos faz conhecer o amor trinitário de Deus, através da vida nova que regenera. Também nos faz compreender a grandeza e a missão do homem como filho de Deus, redimindo e chamado às alegrias eternas.

Nesta festa, João Paulo II costumava administrar o sacramento do Batismo a algumas crianças. Ela permite que o pregador faça uma verdadeira epifania do Batismo tornando-o transparente aos olhos dos cristãos que o recebem, sem ter ainda a lucidez do uso da razão. É preciso descrever a riqueza de seu valor teológico e antropológico para entender o significado da própria renovação de suas promessas.

O Batismo une os cristãos de todas as confissões. O fruto desta celebração em nós é escutar com fé a palavra do Filho de Deus para que possamos nos chamar e ser na verdade filhos deles (posc.; cf. 1 Jo 3,1-2). Como batizados, todos nós somos filhos de Deus em Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor. Que a Virgem Maria nos conceda compreender cada vez mais o valor do nosso Batismo e testemunhá-lo com uma digna conduta de vida.
 
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