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Músicas da Quaresma x Músicas da Campanha da Fraternidade:

Há algumas dúvidas muito comuns entre aqueles que cantam ou tocam nas missas em todo o Brasil e também entre as equipes de liturgia de muitas paróquias. Durante a quaresma, que músicas devem ser cantadas na missa? As músicas da quaresma ou da campanha da fraternidade? Que músicas da campanha podem ser cantadas? Em qual momento da missa elas devem ser cantadas?

Temos recebido diversos comentários aqui no site perguntando quais as músicas do CD da Campanha da Fraternidade 2010 correspondem a quais partes da missa (entrada, aclamação, ofertório, comunhão, etc.).

Para esclarecer algumas dessas dúvidas, vamos recorrer a uma nota do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), órgão da CNBB responsável pelas decisões pastorais em âmbito nacional, publicada em março de 2006:

Hino da Campanha da Fraternidade e cantos quaresmais

O Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), em reunião na sede da CNBB, em Brasília, no ensejo da avaliação dos 40 anos da Campanha da Fraternidade (CF), decidiu no dia 24 de agosto de 2004 que, a partir do ano de 2006, cada CF terá apenas um hino alusivo ao seu respectivo tema, ao invés de uma “missa” inteira; e que os cantos para as celebrações da Palavra e da Eucaristia durante o tempo quaresmal serão extraídos do Hinário litúrgico da CNBB.

Diversos motivos levaram os bispos a tomarem esta decisão. Uma ‘nova’ missa temática a cada ano, no período litúrgico da quaresma, compromete seriamente o uso de um repertório bíblico-litúrgico quaresmal, como pede o Magistério da Igreja (cf SC 121). ‘Repertório’ supõe repetição, memória, tempo hábil para sua assimilação. O esquema anterior das “missas da CF” tinha o inconveniente de os textos dos cantos estarem direcionados a um “tema”, tornando inadequada sua repetição no ano seguinte.

Houve apelos insistentes de bispos, presbíteros, músicos e liturgistas junto à CNBB para que fosse valorizado mais na liturgia o repertório de cantos quaresmais já existentes e que, ao invés de nova “missa temática” a cada quaresma, se fizesse apenas um hino alusivo ao tema de cada CF. De fato, o expressivo repertório bíblico-litúrgico quaresmal produzido nas últimas décadas acabava ficando de lado. Como aproveitar melhor o hino da Campanha da Fraternidade e o repertório de cantos quaresmais?

A partir de 2006, portanto, o CD da CF trará o hino e o repertório quaresmal correspondente a cada ano. O hino poder ser executado em algum momento (mais adequado) da celebração, a critério da equipe de celebração e de quem preside. Por exemplo, em algum momento da homilia – o que facilitará a vinculação da liturgia da palavra com a vida (tema da CF) – ou nos ritos finais, no momento do envio.

Vale lembrar que o lecionário dominical – embora trazendo nos dois primeiros domingos dos anos A, B e C o mesmo conteúdo evangélico (Deserto e Transfiguração de Jesus) – propõe três diferentes “itinerários” quaresmais, a saber: No ano A, os evangelhos estão intimamente relacionados com a temática do batismo (“Samaritana”, “Cego de nascença” e “Ressurreição de Lázaro”). No ano B, o acento recai sobre a pessoa de Jesus Cristo (“Expulsão dos vendilhões”, “Encontro com Nicodemos”, “O grão caído na terra”). Por fim, no ano C, a penitência e a conversão aparecem bem evidenciados (cf. parábolas da “Figueira estéril”, do “Filho pródigo” e o episódio da a “Mulher pecadora”).

Enfim, como ajudar os fiéis na assimilação de todo o repertório quaresmal A, B e C? Em primeiro lugar, lembramos que cada comunidade tem o seu ritmo de caminhada. De acordo com suas potencialidades, as equipes de canto e música escolherão o melhor meio para apropriar-se desse rico repertório que virá nos CDs da CF a cada ano. É claro que será necessário um certo tempo para sua total assimilação!

À primeira vista parece que o volume de cantos é grande mas, na prática, não é tanto assim. Talvez os cantos de comunhão levarão mais tempo para sua plena assimilação. Estes, na medida do possível, devem estar ‘afinados’ com o sentido do evangelho de cada domingo. Mesmo assim, nos dois primeiros domingos (“Deserto” e “Transfiguração de Jesus”), os cantos de comunhão poderão ser os mesmos em todos os anos. Os cantos de abertura e oferendas poderão manter-se fixos por um longo tempo. O salmo responsorial e a aclamação ao evangelho não causarão nenhuma dificuldade, uma vez que a assembléia entoa apenas os refrãos, mantendo-se a mesma melodia em quase todos os domingos.

A mudança introduzida não pretende tumultuar o trabalho das equipes de canto e música das comunidades com uma aparente ‘inflação’ de cantos, mas ao contrário, daqui a algum tempo, graças à repetição cíclica, deste repertório litúrgico, todos os fiéis poderão desfrutar da pedagogia e da espiritualidade quaresmal cantando um canto que melhor expresse o mistério de Cristo celebrado e vivido neste “tempo favorável”.

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Chapecó
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para a Liturgia, da CNBB

Dom Odilo Pedro Scherer
Bispo Auxiliar de São Paulo
Secretário-Geral da CNBB


Como explicado na nota, até o ano de 2005, os CDs das campanhas da fraternidade vinham com todos os cantos da missa temáticos. Ou seja, cantava-se toda a missa com o tema da campanha da fraternidade do ano, inclusive com músicas incompatíveis com a liturgia, deixando de lado as músicas litúrgico-quaresmais.

A partir de 2006 a CNBB decidiu que não haveria mais uma missa inteira com o tema da campanha, mas apenas um hino oficial da campanha da fraternidade de cada ano.

Dessa forma, as músicas para as missas do tempo da quaresma devem ser extraídas do Hinário Litúrgico da CNBB. Ou seja, devem ser as músicas da quaresma.
Fonte: CNBB
 
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